Fim de ano e da minha paciência
- Fabianna Lima

- 31 de dez. de 2020
- 3 min de leitura
Atualizado: 31 de jan. de 2021
Olá, você aí!
No último post falei sobre a ideia que originou o blog, sobre meu hobby em escrever, e que pretendo seguir firme e forte (oremos), certo? Olha lá, hein... Volte uma casa se você caiu aqui sem paraquedas, por favor.
Pois então, nesse post derradeiro eu vou contar sobre a minha experiência e ponto de vista sobre fins de ano, abre teu coração e vem comigo!
Não consigo me lembrar quando tudo deu errado e eu passei a ser o Grinch — vocês sabem, aquele serzinho verde, rabugento e odiador de natais —, mas provavelmente eu era bem criança, então desde que posso me lembrar a partir da última semana de outubro eu já apresento os sintomas crônicos: ansiedade aflorada, olhos revirando a qualquer menção sobre decoração, ceia e/ou qualquer coisa que termine com a palavra Natal, mais a compulsão em roer as unhas a cada dia mais próximo da virada do ano.
Eu simplesmente não sinto esse brilho e sensação de que tudo vai dar certo como um passe de mágica preencher a minha alma, saca? "Ah, mas unir a família e celebrar, comemorar mais um ano vivido, etc é a magia da coisa toda", hm, legal... Porém, não curto a ideia geral de que precisa ser necessariamente na data oficial estabelecida há décadas, muito menos a "projeção" em ser a celebração oficial de todos os anos onde estamos, sim, todos felizes e esperançosos. Soa forçado e irrealista. Isso sem sequer mencionar o ano presente...
Cara, eu amo festa, celebração da vida, música e tudo mais, não se trata disso. Mas, acho que é consenso geral que a idealização da família perfeita, com as vidas sincronicamente estáveis, unidas em todo natal para confraternizar e trocar presentes movimentando a engrenagem vital do capitalismo (hahaha), não é a realidade da maioria. Não é nem só porque somos pessoas imperfeitas, mas porquê as complexidades vividas por cada um durante todo o ano não vão simplesmente se esconder embaixo do tapete do seu coração só porque é legal pra foto, né?
Aquela sua tia que nem lembra o dia do teu aniversário, ou teu primo que era super teu amigo até os onze anos e hoje em dia nem mesmo sabe que você teve depressão por três anos inteiros, ou qualquer outro parente que mal se lembra que você existe, mas, no Santo Natal, vai estar lá sorrindo, te abraçando e falando coisas bonitinhas. Não desce.
Se você que está lendo até aqui e não faz ideia do que é tudo isso, tem uma família unida e que adora qualquer pretexto pra se juntar pra comer e beber como se o mundo fosse acabar, você tem sorte e eu fico feliz por você. Não é nada pessoal, mas generalizado. Eu tenho sol em touro, então comer, beber e dobrar a barriga dando risada é tudo pra mim. Até já fui na praia pra virar o ano, acredita? Mas caiu uma tempestade surreal e fiquei dentro do carro. Infortúnios, rs. Hoje em dia a possibilidade de beber até esquecer os problemas e ir dormir tranquilinha sabendo que tem um feriado esperando no outro dia, já está de bom tamanho pra Fabi aqui.
Deus me livre otimismo pra um próximo ano próspero, pacífico e com a saúde mental estável o bastante pra dar conselho aos outros, né? Tsc, tsc, tsc. Quem eu estou querendo enganar? Foi o que meu psicólogo jogou pra mim na minha última sessão do ano. "Você percebe que isso é uma proteção que você constrói em torno de você pra que as decepções não te atinjam?", boom, "e que no fundo você tem esperança de estar errada sobre as coisas/pessoas que te cercam...". Ok, chega, verdades cruas demais pra se engolir rapidamente. Pode acreditar, estou refletindo sobre isso até agora.
Pois bem, dingou bel já foi, corona vírus ainda não, o dia 31 já chegou e você nem lavou a mão. Meu Deus, tadinha.... Emicida, corre aqui!
Bom, se agora tu me acha uma doida, fã do Grinch e anti-social enrustida, você leu tudo direitinho e é isso mesmo. Maaas, também sou bem engraçada, rolêzeira e fã de brega funk, ok? Uma ótima companhia, pode perguntar pra minha sobrinha...
"A audácia!"
Que textão, né? Digno de página descontruída do Facebook, uma pena que eu apaguei minha conta lá no réveillon do ano retrasado, bicho!
É isso aí, companheiros e companheiras, que o ano que vem bata com menos força, que a vacina pique o teu braço antes do próximo Natal e teu crush perceba o quão incrível você é, uhu. eu escrevi uhu? pqp, os 22 já me acenaram daqui. ( ͡° ͜ʖ ͡°)
Se cuida e até o ano que vem, hein?
Até a próxima e conta comigo, bb.
:)



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